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Colunas e Editorial
13/08/12
Projeções do COB para 2016: crescimento de 100%
Gustavo Lopes Pires de Souza

Os Jogos Olímpicos de Londres terminaram e o Brasil conquistou 17 medalhas, portanto, a meta estabelecida pelo COB já foi atingida.

Há 20 anos, em 1992 (Barcelona), foram três medalhas; em 1996 (Atlanta), quinze; em 2000 (Sidney), doze; em 2004 (Atenas), dez; e em 2008 (Pequim), quinze. Dessa forma, a tendência é que se mantenha a média recente que atesta a evolução da equipe olímpica brasileira.

Os investimentos no esporte de alto rendimento aumentaram 48% desde Pequim e para o ciclo olímpico do Rio esta verba deve aumentar de 370 milhões de dólares para 700 milhões de dólares.
Com este aumento, o Comitê Olímpico Brasileiro tem a intenção de dobrar o número de medalhas, conquistando trinta em 2016.

Este crescimento de 100% é superior ao chinês que, de 63 medalhas em Atenas (2004), alcançou 100 medalhas em Pequim (2008), um acréscimo de 59%.

Além disso, pela proporção investimento x medalha, cada pódio chinês custou 30 milhões de dólares, enquanto cada conquista brasileira custará 23,3 milhões de dólares.

Importante destacar que medalhas olímpicas não podem ser compradas e que só o dinheiro não é suficiente, deve haver instituições, qualificação de treinadores, atletas experientes, enfim, o investimento deve ser contínuo.

Outro aspecto importante constado pelo COB é de que as grandes potências olímpicas para manterem seu padrão de medalhas devem conquistá-las em pelo menos treze modalidades, e o Brasil costuma chegar ao pódio em poucas categorias.

Metade das conquistas brasileiras são oriundas de vela, vôlei e judô. Em 2016, o COB pretende conquistar medalhas em dezoito modalidades.

A fim de alcançar a meta de 30 medalhas em 18 modalidades, o COB utilizará um programa de computador que levará em conta o número de medalhas em disputa em cada modalidade e dentre elas está o boxe, que conquistou três medalhas em Londres.

Ademais, será conferida experiência internacional aos atletas a fim de se evitar deslumbramentos.
Se tudo der certo, o esporte brasileiro dará um salto fantástico no Rio de Janeiro em 2016.

Entretanto, deve-se ficar atento para que o crescimento seja duradouro como o chinês e não fracassado como o grego, que após avançar 23% entre 2000 e 2004 (saltou de 13 para 16 medalhas), conquistou apenas quatro em 2008.



Gustavo Lopes Pires de Souza é Coordenador do Curso de Capacitação em Direito Desportivo da SATeducacional. Professor de Organização Jurídica do Esporte no MBA de Gestão em Eventos Esportivos das Faculdades Del Rey. Autor do livro: “Estatuto do Torcedor: A Evolução dos Direitos do Consumidor do Esporte” (Lei 10.671/2003) Formado em Direito pela PUC/MG, Pós Graduado em Direito Civil e Processual Civil pela Unipac, Membro e colunista do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, Membro do Instituto Mineiro de Direito Desportivo e da Associação Portuguesa de Adepstos Colunista do Instituto de Direito Desportivo da Bahia e do portal “Papo de Bola”. Agraciado com a medalha “ Dom Serafim Fernandes de Araújo” pela eficiência na atuação jurídica. Jurista, Articulista, Advogado licenciado em razão de função pública no TJMG. Professor de matérias Jurídicas no MEGA CONCURSOS, FAMINAS e Arnaldo Jansen.
Para interagir com o autor: gustavolpsouza@gustavolpsouza.com.br



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