SP defende modelo Indy e prevê repetição
O assunto principal nesta quinta-feira, em entrevista coletiva que apresentou a estrutura para a Fórmula Indy em São Paulo, era o futuro próximo - a prova será realizada neste domingo, em circuito de rua construído entre Marginal Tietê, sambódromo e o pavilhão de exposições do Anhembi. Entretanto, uma realidade um pouco mais distante era tema para todas as autoridades envolvidas na organização da corrida. O evento repetirá palco e estrutura em 2011, e já existem planos de diferentes partes para ampliar a longevidade.
O grupo Bandeirantes, principal artífice da Indy em São Paulo, fechou com a categoria por cinco anos. Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, o prefeito paulistano Gilberto Kassab assegurou que a cidade receberá mais quatro eventos. E usou a possibilidade de reaproveitar a estrutura para anunciar o circuito de rua da Zona Norte como cenário da categoria em 2011 - a empresa responsável pela montagem já foi contratada, inclusive, para retirar, estocar e reaproveitar o aparato na próxima temporada.
O circuito de rua criado para este ano, porém, não deve ser a única coisa mantida na corrida da Indy até 2014. Um dos principais motivos para a organização ter falado tão abertamente sobre um plano de longo prazo para a categoria na cidade é o sucesso do modelo de negócios, assegurado antes mesmo de os carros começarem a circular no espaço.
O resultado positivo é baseado no baixo custo. Entre prefeitura e Bandeirantes, a edição da Fórmula Indy em São Paulo movimentou um total de R$ 50 milhões. O valor é muito menor do que os US$ 30 milhões (R$ 53,1 milhões) consumidos a cada prova da Fórmula 1 na cidade, por exemplo. E por usar um circuito de rua, a categoria norte-americana ainda faz com que parte do investimento se transforme em obra para a cidade.
Dos R$ 50 milhões necessários para a realização da Indy, a prefeitura investiu R$ 20 milhões (R$ 12 milhões para a organização e R$ 8 milhões em estrutura). Como grande parte do aparato é reutilizável, já existe uma garantia de que o montante cairá ao menos R$ 2 milhões em 2011.
"Nós sempre tivemos uma ideia de fazer a Indy em São Paulo, mas não fechamos anteriormente porque não tínhamos a Bandeirantes. Eles são os principais responsáveis pela prova deste ano, e a maior prova disso é que tudo foi resolvido com uma velocidade incrível. O modelo é bastante positivo", analisou Caio Luiz de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo (SPTuris).
Outro argumento favorável à Indy é a geração de receita. A despeito de ter sido fechada há pouco tempo, a prova de São Paulo deve atrair seis mil turistas internacionais para a cidade. A expectativa da prefeitura é que a corrida movimente R$ 120 milhões na região.
O número de turistas ainda é inferior ao da Fórmula 1, que coloca 30 mil visitantes em São Paulo. Mas é outro fator usado pela organização para defender o modelo de negócio. "Conseguimos, com um custo muito baixo, criar algo que pode ser replicado e que pode gerar muitas receitas nos próximos anos", finalizou o presidente da SPTuris.
Fonte: Máquina do Esporte
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