Teixeira dá 'ultimato', e reunião em duas semanas deve decidir papel de São Paulo na Copa de 2014
Uma reunião programada para daqui a duas semanas deve decidir, finalmente, qual será a participação da maior cidade do Brasil na Copa do Mundo de 2014. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira na África do Sul justamente para falar sobre o torneio realizado no país daqui a quatro anos, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deu uma espécie de “ultimato” à capital paulista.
O cartola, que também preside o Comitê Organizador do Mundial de 2014, revelou que está programada uma reunião entre ele, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o governador do Estado, Alberto Goldman (PSDB), para definir se a cidade realizará a partida de abertura da Copa do Mundo ou vai abdicar dessa sua intenção inicial. O ex-governador e candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), também acompanha de perto as negociações.
“São Paulo está sem estádio no momento”, disparou Teixeira, que teve uma conversa com Kassab na última quarta-feira, na África do Sul. “Não ficou nada determinado com o prefeito Kassab. Tão logo eu retorne ao Brasil e ele de suas férias, teremos uma reunião com o governador, em princípio no dia 19 ou 20 de julho, para tratar do assunto São Paulo. Veremos qual é o papel que São Paulo quer ter na Copa do Mundo: se quer fazer a abertura ou simplesmente realizar alguns jogos da Copa.”
Visivelmente irritado com a demora na definição, Ricardo Teixeira deu uma espécie de “ultimato” à cidade. “Estamos nas datas-limite. Esse problema de São Paulo tem que ser resolvido o mais rápido possível”, esbravejou o dirigente. “Desde o início do projeto, São Paulo se colocou, através do ex-governador Serra, como candidata à abertura da Copa. Isso depende dos estádios. Todo mundo sabe que os estádios de abertura, fechamento e semifinal têm de ter determinada capacidade. Isso limita um pouco.”
Inicialmente, o Morumbi, estádio do São Paulo, se colocou como palco da cidade para receber o jogo de abertura do Mundial. Mas uma série de problemas políticos envolvendo o clube, a Fifa e a CBF inviabilizou que a arena são-paulina fosse aprovada. No mês passado, após ter seus projetos recusados sistematicamente pela Fifa, o Morumbi foi oficialmente rifado por Teixeira.
Ganhou força, então, a ideia da construção de uma nova arena na cidade, mais especificamente em Pirituba, um estádio que ganhou teria o apelido de “Piritubão”. Mas o próprio prefeito Kassab reiterou na quarta-feira que, caso seja necessário investimento de dinheiro público na arena, a cidade não participará do projeto. Além de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro (palco da final) são cotadas para receber a abertura.
Fonte: ESPN
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