Programa Torcida Legal será experimentado pela primeira vez em palco de violência no BR-09
Curitiba receberá recursos de programa do ministério do Esporte para equipar estádios
Na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2009, ao ser derrotado em casa para o Fluminense, o Coritiba foi rebaixado para a segunda divisão da competição e viu parte de sua torcida realizar um protesto generalizado, com invasão de campo e troca de agressões com policiais. Simbolicamente, a capital paranaense será o primeiro alvo do programa Torcida Legal.
O projeto capitaneado pelo ministério do Esporte visa equipar as principais praças esportivas com sistemas para identificação, controle de acesso e monitoramento. Melhorar a segurança e o conforto dos frequentadores é o objetivo.
“O ministro Orlando Silva pediu que o projeto começasse por Curitiba por causa dos incidentes ocorridos no Couto Pereira, no Campeonato Brasileiro do ano passado, porque a cidade aprovou uma lei pioneira de cadastramento de torcedores e também por um pedido pessoal do prefeito Beto Richa”, confirmou Ricardo Gomyde, assessor especial da pasta governamental.
Na avaliação do secretário municipal da Defesa Social, Itamar dos Santos, o conjunto de medidas adotadas também pode ajudar a coibir outro grande problema da cidade: o vandalismo contra o patrimônio público justamente em dias de jogos.
“Esperamos que, a partir da identificação e cadastramento dos torcedores, os estádios de Curitiba fiquem mais seguros, e que também ocorra uma mudança de cultura e de mentalidade que venha a inibir os atos de violência e vandalismo fora dos estádios”, previu.
O encontro na última sexta-feira em Curitiba reuniu dirigentes de Atlético-PR, Coritiba e Paraná Clube, além de membros da Federação Paranaense de Futebol e de alguns representantes da Câmara dos Vereadores – por exemplo, Roberto Aciolli, mentor de um projeto de lei sancionado pelo prefeito Beto Richa em janeiro, que prevê o cadastramento de torcedores.
“O projeto vem em muito boa hora”, sintetizou Jair Cirino dos Santos, presidente coxabranca, em referência ao plano que selecionou 40 estádios do Brasil pertencentes a clubes das séries A e B.
Cada local receberá de R$ 1 milhão a R$ 3 milhões para a implantação dos equipamentos e dos novos procedimentos de segurança - a licitação para adquirir os equipamentos e a tecnologia, que serão entregues em comodato aos clubes, responsáveis pela gestão local do sistema, está sendo delineada por Silva Jr.
“Todos os dados dos torcedores ficarão em uma base nacional integrada, que permitirá que torcedores de qualquer parte do país possam ser identificados ao comprar ingressos para uma partida em local diferente de sua região de origem e cada torcedor que for a um estádio será identificado por seu ingresso”, explicou Helvécio Araújo, coordenador técnico do Torcida Legal.
Fonte: Universidade do Futebol
|